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Pesquisadores de Stanford identificaram uma possível relação entre a evolução acelerada de determinados neurônios do cérebro humano e a maior vulnerabilidade ao autismo
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O estudo analisou os neurônios L2/3 IT, presentes nas camadas externas do córtex cerebral e envolvidos em funções cognitivas complexas, como linguagem, memória e raciocínio
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Em geral, neurônios mais abundantes tendem a evoluir mais lentamente, mas os L2/3 IT apresentaram uma evolução excepcionalmente rápida na linhagem humana
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Os pesquisadores também observaram alterações coordenadas em centenas de genes associados ao autismo, incluindo uma redução significativa na expressão de 34 deles
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A hipótese é que mudanças que favoreceram características do cérebro humano também possam ter aumentado sua vulnerabilidade a condições neuropsiquiátricas, representando um possível “trade-off” evolutivo
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Os resultados podem orientar novas pesquisas sobre a origem do autismo e, futuramente, contribuir para o desenvolvimento de biomarcadores e tratamentos mais específicos
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