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Bronquiolite é uma doença pulmonar e pode ser agravada por fatores de risco em bebês e crianças maiores. À CNN Brasil, Rodrigo Urresti, pneumologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, explicou que a doença costuma ser silenciosa, mas possui uma certa gravidade
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"Nos primeiros dois a três dias, os sintomas podem ser como: coriza (nariz escorrendo), febre baixa e tosse esporádica. Posteriormente (entre o terceiro e quinto dia), podem vir a afetar os pulmões com piora da tosse e eventualmente desconforto respiratório", afirma o médico
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Segundo o médico, a bronquiolite pode afetar com mais gravidade: -bebês com menos de 3 meses de idade; -prematuros; -portadores de doenças cardíacas congênitas ou doenças pulmonares crônicas (como displasia broncopulmonar); -crianças com deficiências no sistema imunológico
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A bronquiolite é causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que atinge os bronquíolos — as ramificações mais finas do pulmão. De acordo com o pneumologista, a doença causa três problemas maiores:
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– inflamação e inchaço (edema): a parede interna dos bronquíolos incha; – morte celular: o vírus destrói o epitélio de revestimento da via aérea; – produção de muco: ocorre uma produção exagerada de secreção grossa
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"O ar consegue entrar quando o bebê inspira com força, mas fica "preso" na hora de sair (aprisionamento aéreo). Isso exige um esforço muscular importante por parte do bebê ", explicou Rodrigo Urresti.
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"Esse esforço constante vai levando ao cansaço, fadiga da musculatura, o oxigênio no sangue cai (hipoxemia) e áreas do pulmão podem murchar (atelectasia), levando à insuficiência respiratória grave e à necessidade de suporte de vida", complementou o pneumologista
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De acordo com Urresti, o pilar do tratamento da bronquiolite é a hidratação e a nutrição, além do suporte de oxigênio caso a saturação caia abaixo de 90%
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