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Dormir bem deixou de ser apenas uma recomendação genérica de saúde e passou a ser um dado mensurável. Com a popularização de relógios inteligentes, anéis e aplicativos de monitoramento, cada vez mais pessoas acordam com um número na tela: a chamada “nota de sono”
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Para quem pratica musculação, essa pontuação tem ganhado um novo significado: o de prever, com certa antecedência, como o corpo vai responder ao treino do dia
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Segundo o ortopedista Diego Munhoz, a nota de sono funciona como um termômetro de recuperação física e neurológica. “Ela traduz a qualidade do sono em um índice numérico, geralmente de 0 a 100, calculado a partir de vários parâmetros fisiológicos”, explica
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De acordo com Munhoz, a nota de sono é gerada a partir de dados como tempo total dormido, continuidade do sono, quantidade de sono profundo e REM, além de sinais fisiológicos como frequência cardíaca e variabilidade da frequência cardíaca (HRV)
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Esses dados são captados por sensores de movimento e de batimentos cardíacos presentes em dispositivos vestíveis e interpretados por algoritmos treinados com estudos de laboratório do sono
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O especialista ressalta, no entanto, que a nota não deve ser confundida com um exame médico. “Ela não substitui uma polissonografia nem faz diagnóstico. Mas é um bom indicador de como está a recuperação do organismo, especialmente quando analisada ao longo do tempo”, afirma
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Segundo Munhoz, a qualidade do sono influencia diretamente o desempenho na musculação por três grandes vias. A primeira é o sistema nervoso central
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“É durante o sono que o cérebro se restaura. Noites ruins aumentam a percepção de esforço, reduzem o foco e prejudicam o recrutamento de unidades motoras de alto limiar, que são as fibras mais fortes e explosivas”, explica
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A segunda via é o metabolismo energético. Dormir mal piora a sensibilidade à insulina e o uso do glicogênio muscular, reduzindo a capacidade de sustentar séries intensas ou treinos mais longos. A terceira envolve o ambiente hormonal e inflamatório
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Na prática, Munhoz orienta que notas consistentemente baixas sejam um sinal para reduzir carga, volume ou intensidade, priorizando técnica e recuperação. Já em dias de boa pontuação, o corpo tende a responder melhor a treinos mais exigentes
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