Entenda como "assinatura neuroimune" pode prever complicações da hepatite

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Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) descobriram um conjunto de genes capaz de indicar como a hepatite viral pode evoluir no organismo

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Essa rede de genes, que eles chamaram de neuroimunoma, conecta o sistema nervoso ao sistema imunológico e pode servir como um biomarcador para prever desde a gravidade da lesão no fígado até o risco de câncer hepático decorrentes da infecção pelos vírus da hepatite

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“Nossa primeira descoberta foi que as células de defesa no sangue [leucócitos] de pacientes com hepatite começam a expressar genes que são tipicamente associados ao sistema nervoso ”, conta Otávio Cabral-Marques, professor da Faculdade de Medicina da USP 

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A partir de uma análise que usou técnicas de aprendizado de máquina, os pesquisadores identificaram que, à medida que a hepatite viral progride para o câncer de fígado (hepatocarcinoma), ocorre uma desregulação desses genes, com alguns deles sendo mais ou menos expressos

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“Com isso, esse conjunto de genes pode vir a se tornar um biomarcador da progressão da doença. Há mudanças claras nessa desregulação entre os estágios iniciais e avançados do tumor, o que permite monitorar o agravamento [...]”, afirma Adriel Leal Nóbile, cientista de dados

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As análises mostraram que genes específicos (NRG1 e DBH) ficam progressivamente alterados conforme a gravidade do câncer aumenta

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“Isso indica que essa via de sinalização ligada ao estresse é potencializada no ambiente do tumor avançado, mostrando uma possível relação bidirecional entre o estresse e o crescimento do tumor”, diz Nóbile

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