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Embora frequentemente confundidas, a doença celíaca, a alergia ao trigo e a intolerância ao glúten são condições diferentes, com causas, diagnósticos e tratamentos distintos
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A associação entre elas surge porque todas envolvem reações após o consumo de alimentos com glúten, proteína presente no trigo, cevada e centeio. No entanto, os mecanismos que provocam os sintomas são bastante variados
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A doença celíaca é uma condição autoimune crônica que afeta cerca de 1% da população mundial. Nela, o sistema imunológico reage ao glúten como se fosse uma ameaça, desencadeando uma inflamação no intestino delgado que pode prejudicar a absorção de nutrientes
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“Os sintomas podem incluir diarreia, inchaço, fadiga, anemia, perda de peso, osteoporose e até infertilidade. É uma condição crônica, sem cura, e o único tratamento é a retirada total do glúten da dieta, para sempre”, explica Patrícia Almeida, gastroenterologista e hepatologista
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Já a alergia ao trigo, comumente chamada de alergia ao glúten, é uma resposta imediata do sistema imunológico a uma ou mais proteínas presentes no trigo. Ela pode causar sintomas como coceira, urticária, inchaço, dificuldade para respirar e, em casos graves, anafilaxia
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A intolerância ao glúten, também chamada de sensibilidade ao glúten não celíaca, não envolve uma resposta autoimune nem alérgica, mas causa sintomas desconfortáveis, como dores abdominais, gases, cansaço e alterações intestinais, que surgem após o consumo de glúten
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Apesar de parecerem semelhantes, essas condições exigem tratamentos distintos e devem ser acompanhadas por médicos especialistas, como gastroenterologistas e alergistas
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