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Uma cerveja ou uma taça de vinho enquanto conversamos com os amigos. Uma rodada de brindes em uma festa. É difícil acreditar que um comportamento aparentemente inocente como esse reduza nossa imunidade a doenças infecciosas e aumente o risco de câncer e outras doenças crônicas
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“O álcool é inerentemente tóxico. Usamos álcool para desinfetar; usamos álcool para matar organismos. Então, a questão é: alguma quantidade dele é segura?”, diz Andrew Freeman, diretor de prevenção e bem-estar cardiovascular do National Jewish Health
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Os dados mais recentes mostram que o consumo de álcool é diretamente responsável por 62 distúrbios diferentes, incluindo doenças cardíacas, transtorno psicótico, gastrite, úlceras, pancreatite e esteatose hepática, além de condições mais conhecidas como síndrome alcoólica fetal
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“Essas condições são 100% atribuíveis ao álcool, o que significa que essas doenças sequer existiriam no mundo sem o consumo de álcool”, afirmou Jürgen Rehm, cientista sênior do Instituto de Pesquisa de Políticas de Saúde Mental em Toronto
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A capacidade do corpo de combater infecções também fica prejudicada. Mesmo uma única dose de álcool danifica o sistema imunológico, reduzindo sua capacidade de combater invasores em até 20 minutos após o consumo
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Um episódio de consumo excessivo de álcool (normalmente quatro ou mais doses em poucas horas) pode afetar a resposta imunológica por 24 horas
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Felizmente, os efeitos imediatos do álcool no sistema imunológico não duram muito. Dependendo do nível de consumo, o corpo se recupera em alguns dias ou até uma semana, disse Rehm
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De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, todos os tipos de álcool contribuem para o câncer, danificando o DNA e aumentando a inflamação crônica
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É claro que as causas do câncer são multifacetadas. Ainda assim, quando se trata de álcool, o câncer é uma doença crônica em que "parar de beber pode ter bons resultados, porque muitos dos danos podem ser revertidos", disse Rehm
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