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O componente emocional é o principal protagonista da síndrome do intestino irritável, segundo Flavio Steinwurz, mestre do Colégio Americano de Gastroenterologia
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Para ele, a alimentação atua como coadjuvante, podendo funcionar como gatilho desencadeador de crises dependendo do estado emocional do paciente
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Steinwurz ilustrou o seguinte exemplo: uma mesma pessoa pode degustar vinho durante uma viagem de férias tranquila sem sentir nenhum desconforto, mas ao tomar uma taça no cotidiano agitado do trabalho, experimenta inchaço abdominal, desconforto e dor
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"Dependendo do componente emocional, você vai ter uma interpretação diferente daquele alimento que veio causar problema", explicou
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Steinwurz também abordou a chamada dieta Low FODMAP, desenvolvida por um pesquisador da Universidade de Monash, na Austrália
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A sigla corresponde a grupos alimentares fermentáveis — oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis — que, segundo os estudos, aumentam significativamente a formação de gases e, consequentemente, agravam os sintomas da síndrome
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Já o psiquiatra Arthur Danila, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP , também presente no programa, destacou que os sintomas intestinais podem, por sua vez, intensificar a ansiedade e prejudicar a saúde mental
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Segundo ele, ao associar determinado alimento a um episódio de mal-estar, a pessoa passa a desenvolver o que é chamado de ansiedade antecipatória. Esse padrão de comportamento pode levar ao isolamento social progressivo, portanto, deve ser acompanhado adequadamente
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