PALAVRAS QUE NÃO DISCRIMINAM

Entenda como a linguagem que você utiliza pode reduzir o estigma sobre o HIV

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Terminologias utilizadas para descrever doenças ou pacientes são alvo de análise pelas comunidades médica e científica com o objetivo de se evitar o estigma e a discriminação em relação às pessoas

Friederike Olsson / Giphy

Em relação ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) e à Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), de acordo com o Programa das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids), a utilização ponderada de linguagem apropriada pode fortalecer a resposta global à epidemia

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No início, toda a divulgação da doença, o enfoque que foi dado pela imprensa na comunicação de massa eram os ‘aidéticos’, era a ‘peste gay’. O que acabou trazendo um grande estigma e discriminação para todas as pessoas que vivem com HIV e Aids até hoje

Angela Carvalho Freitas, médica infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo

O Unaids desenvolveu diretrizes de terminologias que podem ser adotadas ou evitadas pela imprensa, por estudantes, pelas empresas, por profissionais de saúde e pela população em geral. Veja cinco das nomenclaturas que não devem ser utilizadas:

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Em substituição a “portador” ou “paciente”, a terminologia recomendada é “pessoa que vive com HIV”

        “Portador de HIV” ou "paciente         de HIV"

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A ideia principal é você tirar do foco o vírus e trazer o foco para a pessoa. É [...] fazer com que as pessoas entendam que o mais importante ali é o ser humano, que é mãe, pai, filho, avô, avó, que tem sonhos, que tem planos, que tem projetos e que tem direitos

Angela Carvalho Freitas, médica infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo

Jamais utilize este termo. Além de incorreto, é estigmatizante e ofensivo. Prefira “pessoa vivendo com HIV” ou, se for o caso, “pessoa vivendo com Aids”

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        “Aidético”

A Aids não é um agente infeccioso. O termo descreve uma síndrome de infecções e doenças oportunistas que podem se desenvolver à medida que a imunossupressão aumenta durante a evolução da infecção pelo HIV. Prefira "pessoa vivendo com HIV"

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        “Infectado com Aids”

Não existe um teste para Aids. Utilize o termo "teste de HIV" ou "teste de anticorpos do HIV". Utilizam-se testes de detecção de antígenos em crianças recém-nascidas

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        “Teste da Aids”

A palavra ‘vítima’ desempodera e estigmatiza. Utilize a palavra Aids apenas ao se referir a uma pessoa com diagnóstico clínico de Aids. É aconselhável dizer que a pessoa foi acometida por infecções ou doenças oportunistas decorrentes da síndrome da Aids

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        “Vítima da Aids”

Atualmente, a infecção pelo HIV e seu tratamento são entendidos como o acompanhamento de uma doença crônica, como o diabetes ou a hipertensão arterial, que também não são curáveis, mas podem ser controladas com medicação

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