Pexels/Tim Samuel
A chamada conexão intestino-cérebro, assunto muito discutido por pesquisadores nas últimas décadas, é um sistema de comunicação bidirecional e bioquímico que interliga o trato gastrointestinal ao sistema nervoso central (SNC)
Pexels/Matthias Zomer
Essa conexão de mão dupla é atribuída principalmente a três fatores: sinais químicos como hormônios e serotonina (da qual cerca de 90% é produzida no intestino), metabólitos bacterianos e modulação do sistema imunológico
Pexels/Edward Jenner
Agora, uma equipe de pesquisadores demonstrou um mecanismo totalmente diferente e muito mais direto: as próprias bactérias, e não apenas seus subprodutos químicos, podem fisicamente migrar do intestino para o cérebro pelo nervo vago
Pexels/Klaus Nielsen
Publicado recentemente na revista científica PLOS Biology, o estudo descreve como os autores flagraram bactérias vivas translocando “diretamente” para o cérebro de camundongos sem passar pela corrente sanguínea
Pexels/Pixabay
Como o fenômeno ocorre em pequenas quantidades, isso significa que não se trata de uma infecção declarada, como ocorreria na meningite
Pexels/Turgay Koca
O que mais surpreendeu, no entanto, foi a causa da travessia: uma dieta altamente gordurosa e agressiva para o organismo
Pexels/Jonathan Borba
Essa combinação causou um desequilíbrio na microbiota — a disbiose — que enfraqueceu a barreira intestinal. Com isso, algumas bactérias simplesmente vazaram por essas brechas e usaram o nervo vago como atalho para chegar ao cérebro
Pexels/Anna Shvets