Parar de fumar desacelera a perda cognitiva mesmo na meia-idade, diz estudo

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Antes tarde do que nunca. Esse é o recado de um novo estudo publicado no The Lancet Healthy Longevity sobre os benefícios de parar de fumar em adultos de meia-idade. Aqueles que largam o vício, mesmo tardiamente, têm menor perda cognitiva do que os que continuam fumando

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Não se sabe exatamente como o cigarro prejudica a cognição, mas uma das hipóteses é que ele causa alterações vasculares nas artérias do cérebro, levando a microinfartos cerebrais e, consequentemente, à perda de memória

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“Hoje sabemos que todas as mudanças de estilo de vida que protegem o coração também protegem o cérebro”, diz a geriatra Thais Ioshimoto, do Einstein Hospital Israelita

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Os autores avaliaram dados de quase 10 mil pessoas com idades entre 40 e 89 anos, participantes de vários estudos em 12 países, ao longo de 18 anos. No início, todos os voluntários apresentaram trajetórias cognitivas similares em testes de memória e fluência verbal

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Os participantes que pararam de fumar no período foram comparados com quem continuou com o hábito. Seis anos após largar o vício, os exames mostraram um declínio mais lento, sinalizando redução da velocidade da perda cognitiva

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Vale lembrar que muitos dos efeitos nocivos do cigarro são irreversíveis. “As artérias danificadas pelo cigarro permanecerão comprometidas. Se a pessoa continuar fumando, ela vai danificar cada vez mais essas artérias”, detalha a médica

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Outra constatação do estudo é que muitas pessoas que param de fumar também mudam outros hábitos e têm uma tendência maior a adotar práticas mais saudáveis no seu dia a dia. Isso pode ser um fator de viés dos resultados obtidos

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