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Um novo estudo brasileiro, publicado na revista científica Molecular and Cellular Endocrinology, desvendou o papel-chave da proteína periostina e de células pancreáticas estreladas no processo que permite ao câncer de pâncreas infiltrar nervos e se disseminar precocemente
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A pesquisa demonstra como o tumor reprograma parte do tecido saudável ao redor para adquirir alta capacidade de invasão, em um mecanismo associado à agressividade da doença e à dificuldade de tratamento, apontando possíveis alvos para terapias mais precisas
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O câncer de pâncreas mais comum é do tipo adenocarcinoma (que se origina no tecido glandular, que produz o suco pancreático), correspondendo a 90% dos casos diagnosticados. É considerado um tumor com comportamento agressivo e bastante letal
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“É um câncer agressivo e difícil de tratar. Ao redor de 10% dos pacientes apresentam chance de sobrevida a longo prazo, como cinco anos após o diagnóstico”, afirma o oncologista Pedro Luiz Serrano Uson Junior, um dos autores do estudo
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A agressividade desse tumor está ligada, entre outros fatores, à invasão perineural, que é quando células cancerosas passam a se infiltrar e avançar ao longo dos nervos. Isso não apenas pode causar dores intensas, como também facilita a disseminação do tumor para outras regiões
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Entre os achados mais importantes do estudo está o comportamento das células pancreáticas estreladas, que expressam altos níveis de uma proteína chamada periostina — molécula capaz de remodelar a matriz extracelular, a estrutura que organiza e mantém o tecido saudável
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“A periostina participa dessa remodelação, abrindo caminho para que as células tumorais invadam”, explica Helder Nakaya, pesquisador principal do CRID. O nervo, por sua vez, funciona como uma espécie de “estrada” para essa expansão
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Diante desse cenário complexo, os pesquisadores afirmam que a periostina surge como um possível alvo terapêutico promissor
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Bloquear sua ação ou eliminar as células estreladas que a produzem pode ser uma estratégia a ser investigada para reduzir a invasão perineural e, possivelmente, limitar a capacidade metastática do tumor
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