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O fisiculturismo é um esporte que consiste na prática de esculpir corpos, principalmente a partir do crescimentos dos músculos e da perda de gordura
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Para conseguir atender aos critérios de avaliação, como volume, definição e proporções, os atletas enfrentam uma rotina rígida de treinos intensos e dieta restritiva. No entanto, algumas práticas além do saudável podem trazer riscos à saúde
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Um estudo publicado no European Heart Journal apontou que fisiculturistas profissionais apresentam um risco cinco vezes maior de morte súbita em comparação com atletas amadores
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Os riscos à saúde associados ao fisiculturismo estão relacionados, principalmente, às restrições calóricas e ao uso de anabolizantes -- prática proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) a partir da Resolução CFM nº 2.333/2023
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De acordo com Amanda Gonzales, médica da Unidade de Cardiologia do Exercício do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, já está bem estabelecido pela ciência uma associação entre o uso de substâncias anabólicas e o risco cardiovascular, como o aumento da pressão arterial
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"Não existe 'dose segura' para o uso suplementar dessas substâncias, seja para fins estéticos ou ganho de performance", afirma a especialista
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Outro ponto de atenção é o corte de água e sal, prática realizada por muitos fisiculturistas antes das competições para parecerem mais "secos"
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O treino intenso, quando não realizado com o descanso adequado e acompanhado por um profissional, pode levar à síndrome de deficiência energética relativa ou ao estado de overtraining
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Por isso, os especialistas ressaltam: o fisiculturismo, para ser uma prática segura, é preciso ser feito com acompanhamento de especialistas de diferentes áreas médicas, com adequação constante das necessidades alimentares, realização de exames periódicos e preventivos
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