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À CNN a médica ginecologista Laura Gusman explicou que a perda de gordura corporal realmente pode alterar a aparência, a firmeza e até o funcionamento da região íntima
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“A vulva e os grandes lábios possuem tecido adiposo que ajuda a sustentar, proteger e dar volume à região. Quando essa gordura diminui de forma significativa, muitas mulheres percebem uma aparência mais ‘murcha’, perda de sustentação, maior flacidez”, ressaltou
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Segundo a especialista, esse quadro tem se tornado mais frequente não apenas entre atletas e mulheres com rotina intensa de exercícios, mas em pacientes que passaram por emagrecimento acelerado
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O processo, de acordo com Laura, envolve alterações estruturais e hormonais. Isso porque a gordura funciona como uma espécie de sustentação natural para a pele e os tecidos do corpo, inclusive da região íntima
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Embora não exista um percentual de gordura considerado ideal, a médica explica que há limites fisiológicos importantes para o corpo feminino
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“Em geral, fala-se em torno de 10% a 13% de gordura corporal como o limite biológico mínimo necessário para manutenção das funções hormonais, saúde reprodutiva, absorção de vitaminas e equilíbrio metabólico”, afirmou
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As mudanças, porém, vão além da estética. A ginecologista alertou ainda que a perda de volume na região íntima pode causar desconfortos físicos e afetar a qualidade de vida
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Além disso, alterações hormonais associadas ao emagrecimento extremo também podem impactar lubrificação, elasticidade e sensibilidade da região íntima
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