Impacto do frio extremo no corpo causa riscos de congelamento e hipotermia

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As recentes tempestades de inverno que atingem os Estados Unidos causaram não só transtornos logísticos, com aeroportos paralisados, milhares de voos cancelados e acúmulo de neve, mas também podem trazer riscos diretos à saúde

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Quando a temperatura cai a níveis negativos, o corpo ativa respostas de defesa que podem desenvolver quadros graves com exposição prolongada ou sem proteção adequada

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Ao ser exposto ao frio intenso, o organismo entende como prioridade manter a temperatura do tronco e dos órgãos vitais. “O corpo contrai a circulação na periferia para preservar a parte central”, afirma o clínico-geral e geriatra Paulo Camiz

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Esse mecanismo reduz o fluxo sanguíneo nas extremidades (mãos, pés, orelhas e nariz) e causa sintomas iniciais como dor, formigamento e tremores, reflexo da contração muscular que tenta gerar calor, segundo o professor da USP

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O especialista afirma que, com o tempo, a perda de sensibilidade pode evoluir para lesões mais severas, como o congelamento tecidual, com risco de necrose nas áreas mais expostas

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Camiz diz que as lesões por congelamento variam de grau, de dormência e mudança de coloração até perda definitiva de tecido. A prevenção é cobrir bem as extremidades, evitar exposição prolongada e procurar atendimento médico ao primeiro sinal de pele pálida, dura ou insensível

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Além dos danos locais, o frio extremo pode causar efeitos sistêmicos. Se a queda de temperatura for generalizada, o corpo corre risco de hipotermia, que é a redução perigosa da temperatura central

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O médico diz que mesmo pessoas aparentemente bem agasalhadas podem progredir para hipotermia se a exposição for longa, especialmente idosos e portadores de doenças crônicas

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O ar frio e seco traz ainda problemas às vias respiratórias. Segundo Camiz, a inalação de ar gelado pode desencadear crises em quem tem rinite ou asma e reduzir a eficiência na eliminação do muco, o que favorece sensação de obstrução e, em alguns casos, infecções locais

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