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Neurônios e glóbulos brancos são células muito diferentes em formato, função e até mesmo em sua localização no organismo. Mas pesquisadores da USP descobriram que, em pessoas com depressão, alguns genes aparecem igualmente desregulados nos dois tipos celulares
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Além de reforçar o caráter sistêmico da depressão, com repercussões que vão além da saúde mental, a descoberta, publicada na revista Scientific Reports, possibilita o desenvolvimento, no futuro, de exames de sangue capazes de identificar o tipo e grau de depressão
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"A depressão é um fenômeno sistêmico, ou seja, que se espalha pelo corpo inteiro. E o sistema imune é um dos mecanismos que descentralizam essa condição, espalhando-a para além do sistema nervoso central”, afirma Otávio Cabral-Marques, professor da Faculdade de Medicina da USP
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Para chegar a esse mapeamento de genes, os cientistas analisaram os dados de mais de 3 mil amostras de sangue provenientes de bancos públicos dos Estados Unidos, da Alemanha e da França
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Dos 1.383 genes alterados, 73 também são tradicionalmente associados à conexão entre neurônios, como transmissão de neurotransmissores e formação de conexões neurais. No caso dos glóbulos brancos, esses genes participam de vias imunológicas e inflamatórias por todo o organismo
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“O que temos visto nesses estudos é que existe uma conexão muito grande entre o sistema imunológico e neurológico criada por essa rede de genes que estamos investigando. Tudo está muito ligado e a divisão entre esses sistemas é apenas para fins didáticos", avalia Cabral-Marques
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O pesquisador ressalta que a conexão entre inflamação periférica (no sangue) e sintomas centrais (no cérebro) abre caminho para tratamentos que abordem a inflamação para aliviar sintomas depressivos
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