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A preocupação com contaminantes ambientais cresceu nos últimos anos, mas transformar a gravidez em uma extensa lista de proibições também pode trazer alguns prejuízos
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O Ginecologista e especialista em Reprodução Assistida, Dr. Dani Ejzenberg explica como equilibrar segurança alimentar e nutrição adequada desde o início da gestação
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Nas consultas que envolvem infertilidade ou de pré-natal, algumas dúvidas aparecem com frequência: “Preciso parar de comer peixe cru? Os alimentos estão cheios de mercúrio e microplásticos? O que realmente faz mal para o bebê?”
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A ciência mostra que o maior erro, na maioria das vezes, não é consumir determinado alimento, mas deixar de consumir nutrientes importantes por medo. O problema não é o peixe. É escolher o peixe certo. Poucos alimentos ilustram tão bem esse equilíbrio quanto o pescado
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Peixes são excelentes fontes de proteínas, iodo, vitamina D e, principalmente, DHA, um ácido graxo ômega-3 essencial para a formação do cérebro e da retina do bebê
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O cuidado está na espécie escolhida. Peixes predadores de grande porte, como tubarão, peixe-espada, marlim e algumas variedades de atum, acumulam concentrações mais elevadas de mercúrio porque ocupam o topo da cadeia alimentar e vivem por muitos anos
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Recomendações simples continuam sendo as mais importantes: lavar adequadamente frutas e verduras, preferir alimentos frescos e variados, não consumir carnes, ovos e pescados crus, não consumir laticínios não pasteurizados, não consumir álcool em nenhuma quantidade, armazenar corretamente os alimentos e reduzir exposições desnecessárias a materiais plásticos aquecidos
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Mais do que decorar listas de alimentos proibidos, a gestante deve buscar informações baseadas em evidências e individualizar suas escolhas junto à equipe médica
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Quando falamos em contaminantes ambientais, o desafio não é buscar uma dieta impossível de ser seguida, mas reduzir riscos conhecidos sem renunciar aos nutrientes que fazem diferença para a saúde da mãe e para o desenvolvimento do bebê
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