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Nos últimos anos, o Brasil e outros países vêm assistindo a um fenômeno preocupante: meninas engravidando cada vez mais cedo, algumas com apenas 11 ou 12 anos
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Esses casos não podem ser tratados como exceções isoladas, nem reduzidos a debates morais. Estamos diante de um problema de saúde pública, com repercussões físicas, emocionais, educacionais e sociais profundas
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A gravidez em idades tão precoces impõe riscos importantes à saúde. O corpo de uma menina ainda está em desenvolvimento, o que aumenta a chance de complicações como anemia, hipertensão gestacional, parto prematuro e baixo peso do bebê
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Do ponto de vista emocional, a maternidade imposta antes do tempo costuma vir acompanhada de abandono escolar, dependência econômica, sofrimento psicológico e isolamento social
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Essas adolescentes, na maioria das vezes, não engravidam por escolha consciente. Muitas vivem contextos de desinformação, violência, abuso ou relações desiguais de poder
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Estudos internacionais e dados de organismos como a Organização Mundial da Saúde indicam que educação sexual baseada em informação clara e adequada à idade está associada a início mais tardio da vida sexual e a maior uso de proteção quando ela acontece
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Quando adolescentes não recebem orientação, elas não deixam de se relacionar — apenas o fazem sem proteção, sem noção de riscos e sem saber onde buscar ajuda
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Falar de anticoncepção é falar de responsabilidade, autocuidado e prevenção de consequências que podem marcar uma vida inteira
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