Quais as chances de novos surtos de doenças se tornarem pandemia?

Monstera Production/Pexels

Apesar de episódios recentes envolvendo surtos sanitários, o risco de que os atuais registros de hantavirose e ebola se transformem em uma nova pandemia global é considerado baixo pelas autoridades de saúde

Anna Shvets/Pexels

O principal fator para essa tranquilidade, ainda que momentânea, se baseia, sobretudo, na forma de contágio dessas doenças: ao contrário de vírus respiratórios como a Covid-19, ambas possuem baixa taxa de transmissibilidade, o que tende a isolar os casos em regiões específicas

 Michelangelo Buonarroti/Pexels

É o que avalia o coordenador de infectologia do Hospital Brasília e head de Infectologia da Rede Américas, André Bon. “Tanto a hantavirose quanto o atual surto de ebola são eventos localizados, com baixo risco de disseminação global neste momento", explica o médico

Karola G/Pexels

Apesar do perfil epidemiológico restrito, os quadros clínicos de ambas as infecções são graves e exigem atenção imediata. O ebola manifesta-se inicialmente com febre alta de início súbito, dores musculares intensas e sintomas gastrointestinais

OMS/RDC/Divulgação

A hantavirose, por sua vez, é marcada por febre, dores pelo corpo e dor de cabeça, acompanhadas de sintomas respiratórios. A principal complicação da doença é a sua velocidade de evolução, que pode levar rapidamente a uma insuficiência pulmonar grave

Reuters

Mesmo com o controle local dessas enfermidades, os órgãos de saúde internacionais mantêm o sinal de alerta ligado para evitar surpresas. "O maior potencial pandêmico atualmente continua associado a vírus respiratórios, que apresentam transmissão muito mais eficiente entre pessoas", conclui o infectologista

cottonbro studio/Pexels

A complexa dinâmica de transmissão de ebola exige, por exemplo, o contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas ou animais contaminados, descartando a transmissão aérea à distância

Africa CDC/Reprodução

No que diz respeito à hantavirose, o cenário de contenção é semelhante. “Apenas um subtipo do hantavírus, identificado principalmente na Argentina e no Chile, apresenta transmissão entre pessoas. A maior parte dos casos ocorre por contato com partículas presentes em urina, fezes e saliva de roedores infectados”, destaca Bon

Reuters

leia mais em

Monstera Production/Pexels