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Dados recentes da Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, revelaram que o Brasil ainda enfrenta um cenário de altas taxas de mortalidade materna. Extraídos entre 2025 e 2026, os números apontam para 1.157 óbitos maternos declarados no país
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De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 92% das mortes maternas no Brasil ocorrem por causas evitáveis. Os números indicam que nove em cada dez mulheres morrem por questões que poderiam ser prevenidas no atendimento pré e pós-natal, com assistência adequada
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Para Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com, a prevenção deve começar com educação e acesso à saúde desde a fase escolar
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"O nível de escolaridade e o acesso a informações relevantes impactam diretamente a saúde da mulher ainda na infância e adolescência. Por falar nisso, precisamos olhar com muita atenção para a gravidez precoce", defende ela
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Ela explica que a gestação nessa fase aumenta os riscos de hipertensão, anemia, parto prematuro e morte materna e neonatal. Em 2025 e 2026, foram registradas 779 mortes por causas obstétricas diretas, além de 219 óbitos relacionados a transtornos hipertensivos da gestação
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O atendimento adequado às gestantes ainda representa um obstáculo na prevenção de mortes, sobretudo pela desinformação e dificuldade de acesso. Os casos estão atrelados a questões como pobreza, racismo, baixa escolaridade e acesso a atendimento especializado de obstetrícia
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"Essas condições socioeconômicas também aumentam o risco de parto prematuro, por exemplo, porque muitas complicações da gestação não são identificadas ou tratadas a tempo", explica ela
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O investimento em equipes de saúde qualificadas é um dos pilares para garantir o preparo técnico e emocional no atendimento às mulheres que enfrentam algum tipo de problema no período de gestação
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