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A cor da pele ainda influencia o risco de morrer durante a gestação no Brasil. Um novo estudo nacional mostra que, entre 2000 e 2020, foram registradas 40.907 mortes maternas, sendo que quase 60% ocorreram entre mulheres pretas e pardas
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Publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, o trabalho revela que elas têm quase o dobro de risco de morte em relação às brancas, evidenciando desigualdades na assistência à saúde
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“Já havia evidências de maior risco entre mulheres pretas e pardas, mas queríamos avaliar se essa diferença estava diminuindo com o passar dos anos. Observamos que essas desigualdades persistem", relata a enfermeira Giovana Aparecida Gonçalves Vidotti, autora do estudo
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Entre os achados mais preocupantes do estudo está o risco significativamente maior entre mulheres negras e indígenas. De acordo com a pesquisa, indígenas apresentam mortalidade materna mais de duas vezes superior à observada entre mulheres brancas
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“Isso reflete a sobreposição de fatores sociais, como menor acesso a serviços de saúde de qualidade e início tardio do pré-natal. Além disso, o racismo estrutural e institucional influencia diretamente no acolhimento e no manejo clínico dessas pacientes”, destaca Vidotti
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“Os próximos passos da pesquisa envolvem aprofundar a análise dos dados para auxiliar na formulação de políticas públicas mais eficazes”, conta Giovana Vidotti
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