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A relação entre canetas emagrecedoras e pancreatite tem gerado preocupação. No início da semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta para reforçar os riscos associados a esses medicamentos
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A agência apontou seis mortes por pancreatite possivelmente relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil, entre os anos de 2020 e 2025, e reforçou a importância do acompanhamento médico durante o tratamento
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Para esclarecer as dúvidas sobre esse tema, a endocrinologista Claudia Cozer Kalil, do Hospital Sírio-Libanês, explicou à CNN Brasil os riscos associados às canetas emagrecedoras e como utilizá-las com segurança
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"É uma medicação que traz muitos benefícios, mas tem critérios de uso. O principal critério é que a pessoa tenha indicação pelo diabetes ou pela obesidade, que já é uma condição de maior risco dessa pessoa desenvolver pancreatite", explica Claudia Kalil
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A endocrinologista ressalta que pessoas obesas frequentemente apresentam triglicérides elevados, maior consumo de álcool e maior incidência de cálculos biliares – todos fatores que aumentam o risco de inflamação pancreática
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O que é pancreatite e como se relaciona com as canetas? A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que pode se manifestar de forma aguda ou crônica. A forma aguda é caracterizada por dor abdominal forte, náuseas, vômitos e alterações nas enzimas pancreáticas
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Pessoas com histórico de pancreatite, triglicérides muito elevados (acima de mil) e consumo frequente de álcool são consideradas pacientes de risco para usar as canetas emagrecedoras
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A especialista esclarece que, como a própria caneta tem um mecanismo de ação pancreática, ela pode causar inflamação no pâncreas se administrada abruptamente e em dose alta
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Outro ponto importante destacado pela médica é que, se o paciente interromper o uso da medicação e depois retomá-lo, não deve voltar com a mesma dose alta anterior, pois isso pode sobrecarregar o pâncreas
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