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Estudos mostram que a litíase renal pode afetar até 15% da população mundial. Mais do que isso: as “pedrinhas” são responsáveis por até 2% dos casos de pacientes em terapia renal substitutiva, ou seja, na hemodiálise
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Muitas pessoas só buscam ajuda especializada após uma trajetória dolorosa de crises recorrentes, cirurgias e infecções de repetição que, infelizmente, já deixaram sequelas definitivas na saúde renal
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A verdade é que a formação de pedras nos rins tem origem multifatorial. Ela envolve desde predisposição genética e alterações metabólicas (herdadas ou adquiridas) até distúrbios endocrinológicos, hábitos alimentares, comorbidades e, com frequência, o uso de certos medicamentos ou suplementos
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Mesmo quando a análise da pedra não é possível e os exames tradicionais não revelam a origem do problema, a medicina atual nos oferece recursos valiosos. Em centros especializados, já dispomos de painéis genéticos para nefrolitíase
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O combate definitivo às pedras nos rins é, por natureza, um trabalho multidisciplinar. A presença de um nutricionista especializado em litíase renal é indispensável. Ele irá analisar o impacto de dietas restritivas, corrigir erros alimentares e calcular com precisão as cargas de sódio
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Além disso, como o problema costuma caminhar ao lado de condições como diabetes, obesidade, histórico de cirurgia bariátrica, alterações nas paratireoides ou osteoporose, o acompanhamento integrado com outros especialistas garante que todas as pontas sejam atadas
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Embora o tratamento da litíase exija uma abordagem sob medida para cada organismo, existem hábitos universais, mesmo para aqueles que ainda não têm um diagnóstico fechado: beber bastante água, tomar cuidado com o consumo de sal, moderar a quantidade de proteínas de origem animal e não cortar o cálcio da dieta
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