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Após semanas ou até mesmo meses de restrição alimentar, a balança finalmente baixa. Mas, para muitas pessoas, o alívio dura pouco: o peso volta a subir depois do fim da dieta. O chamado “efeito sanfona” é comum e tem explicações biológicas e comportamentais
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Ao contrário do que muita gente pensa, o reganho de peso não é uma questão de "falta de foco", mas, sim, uma resposta adaptativa do corpo ao que ele interpreta como um "problema" a ser combatido
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Quando há perda de peso, principalmente se acontecer de forma rápida, o organismo entende a mudança como uma ameaça à sobrevivência. Para se proteger, o corpo ativa mecanismos de economia de energia
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Um dos principais é a redução do gasto calórico basal, ou seja, ele diminui naturalmente a quantidade de energia que o corpo usa para manter funções vitais, como respirar e manter a temperatura corporal
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"Além disso, estudos mostram que o maior peso corporal que uma pessoa já alcançou tende a se tornar uma 'memória metabólica'. [...] E, com isso, tenta retornar a esse valor ao longo do tempo", explica Tassiane Alvarenga, endocrinologista e metabologista
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Dietas muito restritivas costumam intensificar essa resposta. Ao cortar grupos alimentares ou reduzir calorias de forma drástica, o corpo acelera os mecanismos de defesa, o que aumenta a chance de recuperar o peso quando a dieta termina
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Além da biologia, o comportamento também tem papel importante no reganho. Quando as dietas rígidas acabam, é comum retomar antigos hábitos, muitas vezes comendo mais do que antes, seja por fome acumulada ou por sensação de “compensação”
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