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Em meio à alta de tratamentos farmacológicos contra obesidade, com os medicamentos GLP-1 atuando na redução da ingestão calórica, um estudo de 2023, que restaura as funções metabólicas perdidas com o envelhecimento, está sendo retomado por fazer o caminho inverso
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O estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Cornell, nos EUA, aposta no aumento do gasto energético ao resolver um dos maiores enigmas da medicina: por que perdemos a capacidade de queimar gordura conforme envelhecemos?
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A pesquisa, publicada na revista Nature Communications, descobriu como reverter um processo característico do envelhecimento
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Nesse processo, células especiais ao redor dos vasos sanguíneos produzem excesso de uma proteína (Pdgfrβ) que bloqueia a formação de gordura bege, tecido que costuma queimar calorias para gerar calor
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Em outras palavras, o trabalho identifica um mecanismo específico e farmacologicamente viável capaz de restaurar a capacidade termogênica que perdemos com o envelhecimento
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Para a autora sênior do estudo, Abigail Benvie, o objetivo final da pesquisa foi responder à questão: "Sem ter que sujeitar as pessoas à exposição ao frio por períodos prolongados de tempo, existem vias metabólicas que podemos estimular que podem produzir o mesmo efeito?"
Laura Tancredi/Pexels
Após identificar a Pdgfrβ como uma espécie de “freio molecular” que impede a transformação das células especiais ao redor dos vasos sanguíneos em gordura bege, eles usaram os medicamentos imatinib (aprovado para leucemia) e SU16f para bloquear a ação da proteína em ratos idosos
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Tratados com bloqueadores de Pdgfrβ, os camundongos foram expostos ao frio por uma semana. Surpreendentemente, os animais idosos recuperaram o potencial de formar gordura bege
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No contexto atual, dominado pela semaglutida, tirzepatida e outros compostos presentes nas canetas emagrecedoras, a linha de pesquisa que aumenta a queima de energia no próprio tecido adiposo pode ser explorada como um tratamento eficaz para pessoas idosas
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