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A sexualidade de adolescentes com TEA (transtorno do espectro autista) ainda é tratada como um tabu
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Muitos pais e responsáveis acreditam que falar sobre o assunto poderia incentivar práticas sexuais precoces ou ferir a “inocência” dos filhos
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No entanto, um estudo publicado em novembro na revista Ciência & Saúde Coletiva indica que evitar essa conversa pode ser mais prejudicial por abrir espaço para desinformação e riscos à saúde
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Conduzida pela UFAL (Universidade Federal de Alagoas), a revisão identificou que, apesar de pessoas autistas vivenciarem as transformações hormonais da puberdade da mesma maneira que indivíduos neurotípicos, a forma como essas mudanças são percebidas é diferente
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O crescimento de pelos, a primeira menstruação e as mudanças na voz podem não ser imediatamente compreendidas, e a falta de leitura das normas sociais faz com que esses adolescentes tenham mais dificuldade para interpretar limites, privacidade e expectativas associadas ao seu corpo e ao dos outros
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O despreparo para lidar com a sexualidade pode tornar esses jovens mais vulneráveis a ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), gravidez não planejada, violência e até não saber identificar possíveis abusos
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