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Nos últimos anos, a suplementação de cálcio durante a gestação foi considerada uma importante aliada na prevenção da pré-eclâmpsia, uma das principais causas de complicações graves na gravidez que podem levar ao parto prematuro e até morte do bebê e da mãe
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Entretanto, uma revisão publicada pela Cochrane gerou debate ao questionar a eficácia dessa medida
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"O cálcio atua por mecanismos que relaxam os vasos sanguíneos, reduzem a liberação de paratormônio, que é o hormônio que regula os níveis de cálcio no sangue, e, como consequência, contribuem para a queda da pressão arterial”, explica a ginecologista e obstetra Ana Paula Beck
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A pré-eclâmpsia é uma condição potencialmente grave caracterizada pelo aumento da pressão arterial durante a gravidez, geralmente após a 20ª semana de gestação, associado a sinais de disfunções de órgãos como rins e fígado
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O único tratamento definitivo é o parto, muitas vezes prematuro. Daí a importância de estratégias preventivas, como o aporte extra de cálcio
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Mas a revisão publicada pela Cochrane sugere que os benefícios da suplementação observados anteriormente podem ter sido superestimados
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Os pesquisadores concluíram que o suplemento não reduziu a incidência de pré-eclâmpsia, nem alterou de forma significativa outros desfechos relevantes, como parto prematuro, mortalidade materna ou perda perinatal
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No entanto, embora represente uma mudança relevante no entendimento do tema, isso não significa que médicos devem abandonar completamente o uso do mineral
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“Apesar dessa revisão, ainda há espaço para a suplementação em pacientes de alto risco para pré-eclâmpsia e baixa ingesta de cálcio”, analisa Beck
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