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Estudo conduzido na USP (Universidade de São Paulo) revela que tecidos como amígdala e adenoide podem servir como “esconderijo” para o rinovírus, causador do resfriado e responsável pela maior parte das infecções respiratórias do mundo
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O trabalho mostrou que o patógeno consegue infectar células de defesa conhecidas como linfócitos e lá permanecer por longos períodos sem provocar sintomas, podendo eventualmente ser transmitido para outras pessoas de forma insuspeita
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Os cientistas o consideram um vírus lítico (que causa a lise ou ruptura celular). Esse ciclo rápido e destrutivo chama rapidamente a atenção do sistema imune, que, na maioria dos casos, elimina o vírus do organismo em torno de cinco a sete dias
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A grande novidade do trabalho foi mostrar que, além do epitélio, o rinovírus consegue atingir camadas mais profundas dos tecidos das amígdalas e adenoides e infectar linfócitos dos tipos B (produtores de anticorpos) e T CD4 (que atuam como maestros da resposta imunológica local)
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Essas células têm vida longa e guardam a “memória” do sistema imune. Em vez de matá-las, o rinovírus permanece dentro delas por períodos longos de tempo, em um estado de persistência similar à latência que ocorre com os vírus herpes, HPV e citomegalovírus
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Na avaliação do rinovirologista Eurico de Arruda NetoNa, a partir desses achados, os pediatras devem atentar para a possibilidade de confusão diagnóstica em relação às causas das doenças infantis
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Outra hipótese a ser investigada, diz o cientista, é se os vírus que persistem nos tecidos linfoides podem se tornar um problema para pacientes imunossuprimidos
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