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Shuji Nakamura já transformou o mundo uma vez. Sua invenção dos diodos emissores de luz azul (LEDs) mudou tudo em nossas vidas cotidianas. Computadores, telefones, telões, semáforos e outdoors eletrônicos se iluminam graças à sua invenção
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Nakamura recebeu o Prêmio Nobel de Física em 2014, junto com outros dois cientistas japoneses, Isamu Akasaki e Hiroshi Amano, por suas contribuições ao avanço do LED
Universidade da Califórnia - Santa Bárbara
Por isso, é uma grande notícia quando um dos maiores inventores do mundo afirma que sua próxima invenção superará em muito a importância da anterior. Seu objetivo: criar uma usina que utilize um novo tipo de laser de alta potência para a fusão nuclear, produzindo um fornecimento "interminável" de energia limpa e eficiente
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Se ele decifrar o código, seu potencial é ilimitado, garantiu Nakamura, professor de materiais e de engenharia elétrica e de computação na UCSB (Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, nos EUA)
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Muito antes de Nakamura receber o reconhecimento do Nobel, antes de ser introduzido no "Salão Nacional da Fama dos Inventores", ele era difamado e ridicularizado — um engenheiro mais conhecido pelas explosões em seu laboratório e pela sua falta de produtividade
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Nakamura trabalhava em uma então pouco conhecida empresa química japonesa chamada Nichia Corporation, em 1979, chefiando sua equipe de pesquisa e desenvolvimento, composta por apenas duas pessoas
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Nakamura cresceu em uma pequena vila de pescadores japonesa, onde aprendeu a amar a natureza e a cor azul por causa do oceano. Sua experiência mexendo, trabalhando arduamente e explodindo coisas em seu laboratório lhe dera a ideia de perseguir seu sonho de decifrar o código dos LEDs azuis
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Nakamura passou então um ano em um laboratório da Universidade da Flórida aprendendo sobre deposição química de vapor por organometálicos, ou MOCVD
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Quando retornou ao Japão em 1989, novos obstáculos foram colocados em seu caminho. Seu maior apoiador, o fundador da Nichia, deixou a presidência. E, em sua busca por um avanço, Nakamura decidiu apostar tudo no estudo do material nitreto de gálio como a chave para desbloquear os LEDs azuis
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Um relatório recente da Agência Internacional de Energia Atômica constatou que, se as lâmpadas antigas ainda fossem usadas em todo o mundo, as necessidades globais de eletricidade seriam quase insustentáveis
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Nakamura está focado no futuro e no que ele acredita terá um impacto ambiental ainda maior, produzindo energia ilimitada com zero emissões
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