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As gigantes das redes sociais vêm há anos divulgando seu crescente conjunto de ferramentas e proteções de segurança como prova de que priorizam o bem-estar dos usuários jovens. No entanto, mais da metade dessas proteções não funciona como anunciado, segundo uma nova pesquisa
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Pesquisadores do Cybersafety Research Center testaram 86 recursos de segurança juvenil no TikTok, Instagram, Snapchat e YouTube, e analisaram se eles funcionavam conforme descrito. Apenas 35 desses recursos — pouco mais de 40% — atenderam com sucesso aos critérios
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YouTube, Instagram e Snap contestaram amplamente as conclusões do relatório, argumentando que seus recursos funcionam conforme o pretendido ou que os testes não representavam o uso típico das plataformas por crianças e adolescentes
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Para o Cybersafety Research Center, uma iniciativa conjunta da New York University e da Northeastern University, as descobertas mostram que os danos das redes sociais às crianças "não são hipotéticos, e que, quando ocorrem, as consequências podem ser irreversíveis"
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As quatro plataformas afirmam bloquear a busca de conteúdo perigoso por crianças e, em vez disso, direcioná-las a recursos de apoio. Mas os pesquisadores constataram que, na prática, isso ficou aquém do esperado
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Após uma conta de teste do TikTok registrada em nome de um menor pesquisar material sobre transtornos alimentares e automutilação, a função de busca do aplicativo passou a sugerir termos como "como fingir que está comendo sua comida" e "pele lâmina de barbear"
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No Snapchat, pesquisadores que usavam uma conta de teste adulta disseram ter conseguido encontrar e enviar mensagens para uma conta infantil sem nenhuma restrição
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No Instagram, os pesquisadores constataram que adultos que uma criança não seguia eram incapazes de iniciar conversas por mensagem com essa criança. Mas o recurso é comprometido porque uma criança pode enviar mensagens para um adulto que ela não segue, e ele pode respondê-la
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Esses avanços provam que é possível desenvolver recursos de segurança eficazes para jovens, afirmaram os pesquisadores. As empresas deveriam criar plataformas online mais seguras, buscando reduzir o risco geral, escreveram eles, "em vez de filtrar uma experiência perigosa"
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