"Misantropi4": mensagem falsa quebra confiança, diz especialista

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Na madrugada de 20 de junho, milhões de brasileiros foram surpreendidos por um alarme sonoro em seus celulares, acompanhado de uma mensagem falsa atribuída à Defesa Civil

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A palavra exibida era "misantropia" — que significa ódio à humanidade —, grafada de forma incorreta em alguns casos como "misantropi4", caracterizando um alerta extremo indevido

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A Defesa Civil precisou emitir uma nota tranquilizando a população, retirou a plataforma do ar e apontou um provável ataque hacker como causa do ocorrido. O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional acionou a Polícia Federal para investigar o episódio

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Hipóteses sobre o acesso indevido ao sistema Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, analisou o caso e apontou as principais hipóteses para o ocorrido

Nós temos a hipótese de um ataque mais estruturado, mais elaborado, ou o acesso a um computador comprometido da própria Defesa Civil, e trabalha-se também com a hipótese de que alguém conseguiu as credenciais de acesso

Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação

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Segundo Igreja, isso equivale à obtenção de usuário e senha, o que pode ocorrer por vazamento, engenharia social ou um dispositivo comprometido. Ele destacou que o episódio é extremamente preocupante, pois se trata de um sistema de alta relevância social

É um sistema importante, extremamente relevante do ponto de vista social, que depende de confiança e que teve essa confiança agora quebrada com a população

Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação

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O especialista explicou que o sistema utilizado é do tipo broadcasting, desenvolvido em 2023, no qual a mensagem da Defesa Civil é enviada às operadoras de telefonia, que a distribuem aos aparelhos com altíssima prioridade

Quando essa mensagem chega no smartphone, ela tem total prioridade. É por isso que a tela fica, em muitos casos, bloqueada, e tem esse som extremamente estridente para chamar atenção

Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação

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O alerta se sobrepõe inclusive ao modo silencioso ou "não perturbe" do aparelho. Sobre a razão pela qual algumas localidades receberam o alerta e outras não, Arthur Igreja observou que esse tipo de envio normalmente possui filtros de seleção geográfica

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