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Os avanços na inteligência artificial estão superando o conhecimento científico e as políticas governamentais, o que significa que não há garantias de que a tecnologia não causará danos catastróficos, alertou um painel independente das Nações Unidas
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Um relatório preliminar do Painel Científico Internacional Independente da ONU sobre IA afirmou que os formuladores de políticas enfrentam um dilema: precisam de evidências robustas para regulamentá-la, mas essas evidências têm dificuldade em acompanhar a evolução da tecnologia
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"As capacidades da IA estão superando tanto o conhecimento científico quanto a capacidade dos governos de se adaptarem", disse Yoshua Bengio, co-presidente do painel, composto por 40 especialistas de diversas regiões
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"Com evidências crescentes de comportamento enganoso da IA, a ciência atualmente não pode garantir que, à medida que as capacidades continuam a aumentar, a IA não causará danos catastróficos, seja por si só ou devido a usuários maliciosos", acrescentou
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A curto prazo, prevê-se uma mudança em direção a sistemas de IA autônomos capazes de executar tarefas do mundo real, embora o crescimento possa ser limitado pela escassez de energia e de dados de alta qualidade
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Com o tempo, a previsão é de uma IA com capacidade de autoaperfeiçoamento, mais profundamente integrada à economia e convergindo com tecnologias como a computação quântica e a biotecnologia
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O painel também destacou uma série de preocupações com a segurança, como o risco de perder o controle sobre os sistemas de IA à medida que se tornam cada vez mais autônomos e enganosos
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A governança permanece fragmentada, com muitos países sem capacidade para avaliar ou moldar sistemas avançados de IA, o que os torna dependentes de tecnologias que não conseguem compreender ou controlar totalmente
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