De necessidade a orgulho nacional: ramen coreano conquista o mundo

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O macarrão instantâneo chegou à Coreia do Sul na década de 1960, quando o país ainda se recuperava da Guerra da Coreia: havia escassez de alimentos e o arroz, alimento básico do país, era limitado

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A Samyang Foods tornou-se a primeira fabricante de macarrão instantâneo da Coreia em 1963, inspirando-se no estilo japonês de macarrão instantâneo desenvolvido pelo fundador da Nissin, Momofuko Ando, em 1958, mas adaptado ao gosto coreano: o caldo de frango foi substituído pelo de carne bovina e a pimenta vermelha foi adicionada

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O  gerente da fábrica coreana da Nongshim, Sang Hoon Kim, se lembra do lançamento do Shin Ramyun em 1986, quando ainda estava na faculdade. Nutritivo e barato — custava 200 won (cerca de R$ 0,67) — era a refeição perfeita para estudantes

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A popularidade do ramyeon também está disparando globalmente: as exportações de macarrão instantâneo da Coreia cresceram 22% em 2025, atingindo um recorde de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,59 bilhões)

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Momentos da cultura pop, como a cena do "ram-don" em "Parasita" ou o momento em que se come macarrão em "Guerreiras do K-Pop", aumentaram a consciência dos consumidores internacionais sobre o ramen coreano

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Para atender a essa demanda, a Nongshim está construindo a fábrica Noksan, voltada exclusivamente para exportação, em Busan, com um investimento de 191,8 bilhões de wons (cerca de R$ 648 milhões). A unidade deve produzir 500 milhões de unidades de ramyeon anualmente e quase dobrar as exportações domésticas atuais da empresa

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Isso vai abalar o título de Gumi como o lar do ramyeon na Coreia? Seo acredita que não: Gumi, com sua enorme produção de Shin Ramyun, é o "núcleo da produção da Nongshim"

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