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São Paulo é o lugar onde se pode "comer o mundo". Da carbonara impecável, igual à que se encontra em Roma, ao omakase que se compara aos melhores do Japão; e dos imigrantes que compartilham seus temperos árabes, turcos, venezuelanos, mexicanos, chineses, tailandeses, judaicos e tantos outros
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Essa diversidade não é apenas uma impressão. Ela pode ser medida. São Paulo tem hoje 30,5 mil estabelecimentos gastronômicos formais, segundo dados da Prefeitura, e o setor empregava mais de 349 mil pessoas na capital em 2024
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Outros dados ajudam a explicar a cidade: 81 tipos de culinária estão representados nos estabelecimentos paulistanos, entre cozinhas de diferentes estados brasileiros e de outros países. Mais de 400 mil imigrantes de mais de 150 nacionalidades vivem em São Paulo
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É uma cidade onde o virado à paulista pode dividir espaço com ramen, acarajé, quibe, ceviche, massa fresca, pastel e pizza. E onde um restaurante de alta gastronomia pode trabalhar, na mesma semana, com referências indígenas, italianas, japonesas, nordestinas e mineiras
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Há ainda uma segunda camada nessa história. São Paulo é uma cidade onde se come de tudo, mas que vai além, já que produz excelência em praticamente todos esses universos
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Reduzir São Paulo aos restaurantes premiados seria justamente contrariar a definição de Rosa que abre esta matéria. A cidade é gastronômica também porque a vida é pautada pelas refeições
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O café da manhã começa cedo nas padarias. A cidade acorda nos mercados e nas feiras, onde chegam produtos de Norte a Sul do país. O almoço organiza a agenda. O happy hour acontece no boteco
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A grande questão é que São Paulo não precisa mais provar que pode ser uma capital gastronômica. É reconhecer que ela já é. Os números estão aí. As estrelas Michelin, os rankings internacionais e os chefs premiados também
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